O mesmo toque que me seduziu
Agora me pune insipidamente
e eu até gosto
Sentir tua fragrância torturando-me por dentro
Violentamente vou me apaixonando mais

Isso é loucura,
é isto que me resta
talvez um demente atormentado
procurando seu olhar em cada reflexo
procurando seu amor em cada lagrima

Isso é real ou insano ?
Diga-me você,
minha melodiosa quimera
pois minha sanidade está devassa
por entre um apogeu de gastas lembranças.


Veja só, menina insegura, fez-nós perdermos cada um a si, e agora?
Lhe pergunto se chorar nossos nomes as escuras irá curar toda essa angústia...
Lhe pergunto se não fosses tomada pela insegurança, agora este momento não seria de belas lembranças?
Menina insegura... se podessemos voltar no tempo não serias tudo diferente?


Por que insistes em me machucar? Menina arrogante, queria eu num ato egoista só meu, roubar um beijo seu, ter você só pra mim por alguns instantes, realizar essa loucura tão inscessante...
Menina arrogante, por que choras as escuras quando estou aqui para te acolher?
Por que me despreza sem ao menos deixar-te envolver?
Menina arrogante...

A cada suspiro estou mais fundo, mergulhando no teu silencio, silencio que me machuca, silencio que me mata.
Vou aceitando a decadencia, aqui em baixo é frio e calmo, já posso ouvir os ecos das nossas lembranças, seu olhar é meio distante...Mas eu posso me acustumar. Vou chorar mais uns cem anos e assim me libertar.


Fujo de casa, não aguento essa saudade, sigo na primeira direção e sem rumo eu vago pelo teu encontro, mesmo que inócuo, isso me conforta...

És a mais bela que já conheci, delicada e sutil como a brisa que escorre levemente entre pétalas de rosas. O seu olhar me alucina de tal forma que esqueço quem sou, esqueço meu nome, liberto-me de mim mesmo e deliro na tua essência enlouquente.
Mais dois passos e uma tragada, agora você passou por mim, despercebido, meu mundo se torna cinza novamente e, uma lagrima de angustia corre a beijar meu rosto.

Suspiros, lamentos, e aqui me encontro, morbido e cruel comigo mesmo, sentindo a dor me acariciar...Olho para o céu e já não enxergo a mesma lua, a noite está estranha, mas sei que o vento a correr por nós dois, ainda é o mesmo.

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